Como fundador e colaborador da Casa da Achada Vitor Silva Tavares ajuda a pintar mural
16/05/13
26/04/13
Olhares de Orfeu
À semelhança das suas obras anteriores (Dissonâncias e A Undécima Praga, ainda em catálogo), António Vieira mantém neste seu novo livro de contos, a par da efabulação filosófica e de um estilo narrativo de sugestivo recorte clássico, uma inquietação (ontológica) que ao mergulhar na noite dos mitos que se julgavam inquestionáveis, acaba por revelar, afinal, a sua agónica absurdez. A sombra de Kafka pairará por aqui, talvez geminada com a de Dostoievski. Mas a agudeza crítica, essa, é por inteiro de António Vieira, escritor sério demais para andar por aí aos salamaleques.
A edição mostra uma dupla capa de Luís Manuel Gaspar. Vale a pena admirá-la.
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Capa: Luís Manuel Gaspar
96 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
PVP: 15 €
01/03/13
Prémios...
Tem a chafarica o prazer de informar que o alegado «editor» VST declinou aceitar, e portanto receber, um tal «prémio carreira» que por aí tem sido divulgado. O referido «editor» fez questão de comunicar à festiva mensageira que não sendo carreirista de coisa nenhuma, mais lhe surgia adequado atribuir tal prémio ao Tony Carreira, isto porque não se lembrou na altura da carreira 28 dos eléctricos, essa que, sim, frequenta.
O prémio foi pois atribuído à revelia.
20/02/13
02/07/12
15/05/12
Duas reedições de textos de VST
Púsias. Vitor Silva Tavres. Edições 50Kg. Porto, 2015.
Para Já, Para Já. Vitor Silva Tavares. dois dias edições. Lisboa, 2012.
01/04/12
19/02/12
01/02/12
Portugal Alcatifado – Canções Anormais
Por demais conhecido via Rádio (cançonetista?) e Televisão (actor cómico?), mas também como pintor (homeoestético), agitador (animador?) nocturno e até como insistente candidato à Presidência da República («se for eleito, demito-me»), Manuel João Vieira estreia-se aqui como letrista (poeta?), de companhia com o incontornável Fernando Brito (dos Irmãos Catita) e uma meia-dúzia de heterónimos, ou isso.
O livro resulta exemplarmente feio, porco e mau, quer-se dizer: à exacta altura do Portugal Alcatifado que nos rodeia. A edição, essa, só pode encarar-se como exercício de absoluta liberdade, com maiúscula.
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Capa: Fernando Brito
140 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 15 €
01/11/11
Linhas, cores, manchas, volumes — eis o básico com que se deve, no rectângulo das páginas, começar a copiar uma cidade. Assim haja mão, é por enquanto o mais fácil. Porque depois, há que encher, e depois há que habitar.
Com rigorosa concisão estilística, Vítor Nogueira «desenha» este seu novo livro de poemas como um pintor, ou arquitecto.
Afirmamos ser ele uma das vozes mais sérias e originais da poesia que hoje se escreve em português. Honra para nós publicá-lo. Proveito para quem o venha a ler.
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Capa: Luís Henriques
52 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
PVP: 10 €
01/03/11
01/02/11
Linhas de Hartmann
Segundo o filósofo alemão Eduard von Hartmann, o pensamento lógico e a vontade ilógica emergem de um espírito inconsciente que anima o mundo. Ora, no livro de Paulo Tavares o sujeito poético sofre o atrito de uma «civilização urbana»(!) e de um modo de vida que conduzem à anulação, enredado que está (estamos todos) nessas linhas inconscientes mas de bem concretas origens e motivações: este viver quotidiano, quando não mói, mata.
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Capa: Maria João Lopes Fernandes
56 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 10.50 €
01/01/11
K3
Amiguinhas & Amiguinhos!
Vocemecês sabem que houve uma guerra nas Áfricas que aqui se diziam portuguesas (Angola, Guiné e Moçambique), guerra essa que durou 13 anos — 13, fez morrer e estropiar muita gente, sacrificou gerações e só terminou — uau! — a 25 de Abril de 1974?
Se não sabem (e o não saber não é pecado, só é injustiça e grossa para com os milhares de vítimas) pois façam lá um esforço já que não têm nada a perder.
E agora leiam, s.f.f.
Nuno Dempster (autor de Londres, por nós editado) revisita o HORROR.
Felizmente para elas (que são vocês) as jovens gerações (sim: também de poetas) pouco ou nada sabem desse horror, não o sofreram na pele ou na psique — e até gramaram-que-se-fartaram o Apocalipse Now do Copolla, tão giro!
Pois.
Elegia, ou catarse, ou contrição, K3 (que tira nome de um quartel, subterrâneo, algures na Guiné) é, já se deixa ver, uma anti-epopeia, se quisermos, um anti-Lusíadas. Nuno Dempster escreveu-a, sofreu-a, para contrariar o esquecimento. Nosso. Vosso. Dele.
Palavra nossa: não conhecemos na literatura portuguesa, sobre o tema da guerra colonial, um documento poeticamente tão substancial — e substantivo.
E a coisa é de tal ordem que até passa muito bem, ou passará, sem «crítica literária»*! Vocês precisam dela para alguma coisa? Nós, não.
* As aspas remetem para a propaganda que se faz passar por crítica.
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Capa: Maria João Lopes Fernandes
64 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 12 €
07/12/10
Capas da &etc
02/12/10
NÓS, & ETC
Janeiro, 1973: sai o 1.º n.º da folheca cultural q.b. &etc. 25 reincidências depois, puf!, dá-lhe o badagaio. Entre outras graças, o sistema de distribuição & comercialização conseguiu apresentar um número de devoluções superior ao da própria tiragem.
(A tempo: pelo andar da carruagem, ainda nos volta a acontecer o mesmo...)
Dezembro, 73: sai o 1.º livro &etc, de seu título Coisas. Todo um programa, aqui para nós fielmente mantido até ao momento:
– originalidade gráfica (o tal formato de 15,5 x 17,5 cm. com um quadrado lá dentro forçando ao cânone);
– tiragens magrinhas;
– preços a condizer;
– materiais pobres-mas-honrados;
– recusa total de subsídios estatais ou outros;
– política editorial tresmalhada mas com sentidos a piscar-o-olho;
– nada de reedições;
– nada de retribuições tipo copigaitas;
– nada de subserviências face às “imposições” (ditaduras) de indústria e de “mercado”.
Falência, pois, assegurada desde o ovo, mas orgulhosamente sustentada até hoje graças a muita raiva à mistura com um romantismo (também ético) sabidamente anacrónico.
Prestes a fazer 38 aninhos de misérias materiais e luxos daqueles de só fazermos o que nos dá no gôto, somamos para aí uns 340 títulos publicados, coisa pouca, menos de 9 títulos-média por ano.
Grande parte (metade?) desses títulos encontra-se esgotada – e é muito apreciada por coleccionadores e alfarrabistas.
A coisa a continuar assim, ainda havemos de publicar apenas livros esgotados logo à saída dos prelos: êxito garantido!
Mas, enquanto não, cá nos vamos entretendo a ler as listas dos livros alegadamente “devolvidos” pelas livrarias, mesmo aqueles que sequer chegaram a cheirar-lhes as prateleiras.
Por estas e por outras, estamos a inaugurar este contacto virtual com virtuais interessados.
Senhoras & senhores, Meninas & Meninos:
se desejardes (agarrados pelo rabo) adquirir algum livrinho &etc, porventura não encontrado nas livrarias do costume, favor encaminhar tão prestimoso desejo para as seguintes livrarias, estas nossas dilectas amigas:
– Letra Livre (email)
– Artes e Letras (email)
01/10/10
O PROLÍFICO E O DEVORADOR
Sim, um dos grandes autores (poetas) do século XX: W. H. Auden (1907/1973).
Pela mão (discreta, operária, talentosa) do poeta e tradutor Helder Moura Pereira, revelamos um trabalho pouco conhecido desse esquerdista radical, “porta-voz da sua geração” (anos 30 do século passado), que vem a entender o cristianismo como, de certo modo, uma forma de marxismo.
Da “Apresentação” de O Prolífico e o Devorador, citamos a titulo de esclarecimento:
Auden extraiu do Casamento do Céu e do Inferno, de Blake, a oposição entre dois tipos humanos básicos, e a identificação que faz do artista com o prolífico e do político com o devorador consubstancia a sua desafiadora recusa em interpretar o artista como estando ao serviço dos que modelam a história e como parasita dos que produzem. «O Agricultor – o Operário Especializado – o Cientista – o Cozinheiro – o Dono de Pensão – o Médico – o Professor – o Atleta – o Artista. Haverá, para além destas, alguma ocupação que se adeqúe ao ser humano?» Por oposição, os políticos, representados por «Juízes, Polícias, Críticos», constituem «as verdadeiras Classes Baixas, uma espécie de submundo clandestino do mais rasteiro que ninguém decente quererá receber em sua casa».
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Capa: VST/PS, sobre imagem de O Casamento do Céu e do Inferno, de William Blake
108 pp.
Impressão: DPI | Cromotipo
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 15 €
01/09/10
O ANO DA MORTE DE JOSÉ SARAMAGO
Pois é:
a poesia do Amadeu Baptista (e só pela nossa parte já lhe publicamos Negrume, Os Selos da Lituânia, Escalpe e, agora, este O Ano da Morte de José Saramago) mais do que justifica, merece, o silêncio soberano e circunspecto de Suas Excelências os comentadores da Primeira Divisão Poética, essa que paira dentro do Palácio Literário porque não sai dele nem à força de estrelas magnânimes. Querem ver porquê? — Salta uma amostra:
“Vejo-me como um homem calado, vejo assim os poetas, vemo-nos como homens calados que não podem estar calados, ou que estão cegos e não podem estar cegos, ou que não podem deixar de deambular na cidade, porque há uma pedra a levantar do chão, um povo a levantar, uma infância a levantar” [p. 12 de O Ano da Morte…]
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Capa e hors-texte: Ana Biscaia (que já assinara capa e bonecos de Negrume)
Tipografia da capa: Bazar, desenhada por Olinda Martins
48 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 11 €, uma fartura digna de Nobel.
01/07/10
COISAS QUE NUNCA
Disseram-nos que em n.º recente da folha “JL” — essa que se péla por prémios, promoções e homenagens lusófonas — um escrevinhador selecto dedicou prosa analítica ao livro Coisas Que Nunca, da nossa incorrigível Inês Lourenço. Parece que gostou, parabéns a você. E parece que se esqueceu de informar os seus dela leitores que o livro Coisas que Nunca foi publicado cá pela chafarica, aliás como os anteriores Logros Consentidos e Disfunção Lírica — conhecem?
Ora quanto ao esquecimento do escrevinhador, só podemos sublinhar que tal muito nos honra: esqueça sempre.
E quanto à Inês: conte sempre.
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Capa. Pedro Serpa (c/ o Álvaro)
60 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 11,50 €
01/06/10
01/05/10
02/03/10
01/03/10
02/01/10
01/01/10
01/10/09
01/09/09
01/10/08
01/09/08
01/05/08
01/03/08
16/05/99
Achas Revolucionárias
Título: Achas Revolucionárias. A Preguiça como Verdade Efectiva do Homem, de Kazimir Malevitch; O Governo do Povo, de John Oswald; Pequeno Catecismo para Uso da Classe Inferior, de August Stindberg
Autores: Kazimir Malevitch, John Oswald e August Strindberg
Capa: Estúdios &etc
Ano: 1999
16/05/96
Título iconoclasta
Título: Religião do Capital
Prefácio: Vitor Silva Tavares
Autor: Paul Lafargue
Capa: George Grosz "Eclipse do Sol", 1926
Ano: 1996
15/05/80
15/05/78
16/05/75
15/05/74
15/01/70
Henry Miller e Frantz Fanon visitam uma ditadura
Henry Miller traduzido por Célia Henriques e Vitor Silva Tavares editado por este na Ulisseia nos anos 60
O clássico anti-colonialista editado por VST em plena ditadura salazarista
14/01/70
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