09/05/16

Sobre o fim da actividade editorial da &etc Edições Culturais do Subterrâneo




Foto de João E. Cutileiro 


Com o falecimento de Vitor Silva Tavares, em Setembro de 2015, os sócios da &etc Edições Culturais do Subterrâneo decidiram encerrar a editora, criada em 1974 nas vésperas do 25 de Abril, já que, embora tenha sido um projecto onde colaboraram inúmeros autores, tradutores, artistas e gráficos, a &etc nunca deixou de ser indissociável do seu principal fundador e editor.

Encerradas as actividades editoriais, os fundos da &etc passam a partir de agora a ser vendidos e distribuídos exclusivamente pela Livraria e Editora Letra Livre, que irá manter os preços de catálogo. Desta forma, os livros da mais emblemática editora independente portuguesa continuarão acessíveis aos leitores até esgotarem.

Maio de 2016

Livraria & Editora Letra Livre
www.letralivre.com

05/05/16

&etc na Feira do Livro de Lisboa




A Letra Livre estará presente, mais uma vez, na Feira do Livro de Lisboa no pavilhão D20, de 26 de Maio até 13 de Junho, na ala direita do Parque Eduardo VII. Representaremos várias editoras independentes das quais destacamos a &ETC. 



31/10/15

Último livro publicado na &etc





Título: Anonimato
Autor: Diogo Vaz Pinto
Capa: Luís Henriques/Homem do Saco
Editado em: Outubro de 2015

07/09/15

Vitor Silva Tavares e Margarida Gil na apresentação da "Obra Escrita",
de João César Monteiro, editado pela Letra Livre, na Figueira da Foz

17/11/13

&etc - uma editora no subterrâneo

Nos 40 anos da editora




VST e Paulo da Costa Domingos, colaborador e cúmplice do &etc, 
nos 40 anos da editora


26/04/13

Olhares de Orfeu

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À semelhança das suas obras anteriores (Dissonâncias e A Undécima Praga, ainda em catálogo), António Vieira mantém neste seu novo livro de contos, a par da efabulação filosófica e de um estilo narrativo de sugestivo recorte clássico, uma inquietação (ontológica) que ao mergulhar na noite dos mitos que se julgavam inquestionáveis, acaba por revelar, afinal, a sua agónica absurdez. A sombra de Kafka pairará por aqui, talvez geminada com a de Dostoievski. Mas a agudeza crítica, essa, é por inteiro de António Vieira, escritor sério demais para andar por aí aos salamaleques. 

A edição mostra uma dupla capa de Luís Manuel Gaspar. Vale a pena admirá-la.

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Capa: Luís Manuel Gaspar
96 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
PVP: 15 €

01/03/13

Prémios...




Tem a chafarica o prazer de informar que o alegado «editor» VST declinou aceitar, e portanto receber, um tal «prémio carreira» que por aí tem sido divulgado. O referido «editor» fez questão de comunicar à festiva mensageira que não sendo carreirista de coisa nenhuma, mais lhe surgia adequado atribuir tal prémio ao Tony Carreira, isto porque não se lembrou na altura da carreira 28 dos eléctricos, essa que, sim, frequenta.

O prémio foi pois atribuído à revelia.

15/05/12

Duas reedições de textos de VST

Púsias. Vitor Silva Tavres. Edições 50Kg. Porto, 2015.



Para Já, Para Já. Vitor Silva Tavares. dois dias edições. Lisboa, 2012.

01/02/12

Portugal Alcatifado – Canções Anormais

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Por demais conhecido via Rádio (cançonetista?) e Televisão (actor cómico?), mas também como pintor (homeoestético), agitador (animador?) nocturno e até como insistente candidato à Presidência da República («se for eleito, demito-me»), Manuel João Vieira estreia-se aqui como letrista (poeta?), de companhia com o incontornável Fernando Brito (dos Irmãos Catita) e uma meia-dúzia de heterónimos, ou isso.

O livro resulta exemplarmente feio, porco e mau, quer-se dizer: à exacta altura do Portugal Alcatifado que nos rodeia. A edição, essa, só pode encarar-se como exercício de absoluta liberdade, com maiúscula.

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Capa: Fernando Brito
140 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 15 €

01/11/11

Modo Fácil de Copiar Uma Cidade

Linhas, cores, manchas, volumes — eis o básico com que se deve, no rectângulo das páginas, começar a copiar uma cidade. Assim haja mão, é por enquanto o mais fácil. Porque depois, há que encher, e depois há que habitar.
Com rigorosa concisão estilística, Vítor Nogueira «desenha» este seu novo livro de poemas como um pintor, ou arquitecto.
Afirmamos ser ele uma das vozes mais sérias e originais da poesia que hoje se escreve em português. Honra para nós publicá-lo. Proveito para quem o venha a ler.

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Capa: Luís Henriques
52 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
PVP: 10 €

01/02/11

Linhas de Hartmann

Linhas de Hartmann

Segundo o filósofo alemão Eduard von Hartmann, o pensamento lógico e a vontade ilógica emergem de um espírito inconsciente que anima o mundo. Ora, no livro de Paulo Tavares o sujeito poético sofre o atrito de uma «civilização urbana»(!) e de um modo de vida que conduzem à anulação, enredado que está (estamos todos) nessas linhas inconscientes mas de bem concretas origens e motivações: este viver quotidiano, quando não mói, mata.

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Capa: Maria João Lopes Fernandes
56 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 10.50 €

01/01/11

K3

K3

Amiguinhas & Amiguinhos!

Vocemecês sabem que houve uma guerra nas Áfricas que aqui se diziam portuguesas (Angola, Guiné e Moçambique), guerra essa que durou 13 anos — 13, fez morrer e estropiar muita gente, sacrificou gerações e só terminou — uau! — a 25 de Abril de 1974?

Se não sabem (e o não saber não é pecado, só é injustiça e grossa para com os milhares de vítimas) pois façam lá um esforço já que não têm nada a perder.

E agora leiam, s.f.f.

Nuno Dempster (autor de Londres, por nós editado) revisita o HORROR.

Felizmente para elas (que são vocês) as jovens gerações (sim: também de poetas) pouco ou nada sabem desse horror, não o sofreram na pele ou na psique — e até gramaram-que-se-fartaram o Apocalipse Now do Copolla, tão giro!

Pois.

Elegia, ou catarse, ou contrição, K3 (que tira nome de um quartel, subterrâneo, algures na Guiné) é, já se deixa ver, uma anti-epopeia, se quisermos, um anti-Lusíadas. Nuno Dempster escreveu-a, sofreu-a, para contrariar o esquecimento. Nosso. Vosso. Dele.

Palavra nossa: não conhecemos na literatura portuguesa, sobre o tema da guerra colonial, um documento poeticamente tão substancial — e substantivo.

E a coisa é de tal ordem que até passa muito bem, ou passará, sem «crítica literária»*! Vocês precisam dela para alguma coisa? Nós, não.


* As aspas remetem para a propaganda que se faz passar por crítica.
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Capa: Maria João Lopes Fernandes
64 pp.
Impressão: Gráfica Minerva
Tiragem: 300 exemplares
PVP: 12 €

07/12/10

Capas da &etc

Bom dia. A maioria das capas dos livros da &etc, em grande parte rapinadas daqui, encontram-se nesta pasta.

Aos poucos serão colocadas aqui, com mais informações para cada livro.

E obrigado a todos pelos comentários e pelo eco que o blog parece estar a ter.